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domingo, 22 de agosto de 2010

7º DDD

Leia ouvindo se for forte o bastante.

Um diálogo entre Paulo Freire, Karl Marx e Carla Perez sobre as implicações sócio-político-pedagógicas das diferentes maneiras de se rebolar na boca da garrafa.


[Perez]: Rebolando, rebolado, gira, sorri, rebola, rebola, sorri, pirueta, vira a bunda pra câmera, dá uma tremidinha, ri, põe a mão no cabelo, faz biquinho fecha o olho e desce rebolando... Nossa, eu sou demais.
[Marx]: Guten Tag
[Perez]: AH! Que?
[Marx]: Guten tag, Entschuldigen Sie die Störung. Wo ist die öffentliche Bibliothek?
[Perez]: Saúde, eu acho. Olha, se você está aqui pro concurso do novo Jacaré do Tchan nem adianta.
[Marx]: Sie sprechen kein Deutsch, verdammt...
[Perez]: Peraí... Verdammt é o nome de uma bebida, né não?
[Freire]: De certa forma, você está certa. Guten tag Marx.
[Marx]: Oh! Guten tag Herr...
[Freire]: Freire. Paulo Freire.
[Marx]: Guten Tag Herr Freire.
[Perez]: Peraí... Deixa eu entender uma coisa. Vocês dois estão aqui para o concurso do novo jacaré do Tchan?
[Freire]: Bom... Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes.
[Marx]: ?
[Perez]: ?^(ℵ)
[Freire]: Sim, eu estou. Penso que a dança na boquinha da garrafa deve se universalizar para que todos possam compartilharem igualmente tanto da concepção, quanto do precesso e, porque não, tornar viável a interação musical entre todos os seres, para que juntos possamos continuar com o ambiente de paz e harmonia entre os homens, elfos, mulheres, fadinhas azuis e, principalmente, as crianças, trazendo-lhes a alegria. Porque a alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.
[Perez]: Ahn
[Marx]: Hören Freire, weiß, wo die Bibliothek?
[Freire]: A leitura do mundo precede a leitura da palavra. Porque ir para a biblioteca agora Marx, e perder a chance de mostrar a essa mulher, e, posteriormente, à toda a comunidade, a importância dessa dança para a sociedade, bem como as divergências que possivelmente seriam causadas em detrimento de alguns sujeitos que não compreendem o ato de transmitir essa cultura dualística entre o esteriótipo voluptuoso próprio da dança e a educação em ralar na presença da boquinha de uma garrafa, o objeto. Conhecer é tarefa de sujeitos, não de objetos. E é como sujeito e somente enquanto sujeito, que o homem pode realmente conhecer. Não concorda?
[Perez]: ZzzZzzZzz...
[Marx]: Der Weg zur Hölle ist mit guten Vorsätzen gepflastert. Ich bin damit einverstanden. Die Philosophen haben die Welt nur in vielerlei Hinsicht interpretiert werden, was wirklich zählt. Wir sprachen über den Tanz.
[Perez]: Essa conversa vai demorar?
[Freire]: Só se ele discordar de algo que eu afirmar.
[Perez]: Bom, então vou continuar treinando a dança, licença.
[Marx]: Was für ein schöner Hintern.
[Freire]: Sábias palavras. Isso nos levaria ao próximo passo da discussão caro Marx. Será que a beleza envolvida no processo bunda garrafa tem importância? E se tem, a qual ponto poderia uma bunda não tão bela se integrar politicamente com a coisa toda? O que acha?
[Marx]: Eine Idee wird zur materiellen Gewalt, wenn es bekommt organisierten Massen. Es gefällt den Massen.
[Freire]: Isso é. Mas e quanto a garrafa?
[Marx]: Beer! Ein Bier!
[Freire]: Seria contra o lado pedagógico Marx. Para não dizer inaplicável e completamente utópico na realidade educacional brasileira. Funcionaria se fosse entre poucas pessoas que estivessem interessadas tanto no objeto, a cerveja, quanto no processo da dança, mas não em uma sala de aula com vários alunos que não estão prontos nem para beber. O processo da dança não funcionaria.
[Marx]: Schließlich verstehen Sie! Jetzt sagen Sie mir, wo ist die Bibliothek?

Vale o que disse sobre o DDC, exceto pelo tema que será: "Ataque terrorista na faculdade". Mesmo tema para caso escolha o DDD. Pelo menos uma pessoa tem que morrer.

3 comentários:

rmmezabarba disse...

Simplesmente brilhante!

P.S.: Nem vou comentar sobre a bunda...

Fernando disse...

xDDDDDDD

maia disse...

não faço a menor ideia de como cheguei aqui 10 anos depois disso ter sido postado, mas amei kkkkkkkkk